Por vezes temos sorte e nos deparamos com um desses filmes que a crítica não promove, por ser uma produção menor. Metragem pequena, investimento mínimo, temática simples que também não exige dos atores um desempenho extraordinário. Um ensaio de teatro pontual, quase um passatempo doméstico. Temos sorte de que um filme como “Minhas tardes com Margueritte” caia em nossas mãos, e não no esquecimento. (veja o trailer no final do post).
Eis uma miniatura que transpira ternura, arte, cultura, que nos educa e nos torna melhores. Essa é – e não outra - a função da arte. Lembrar-nos as coisas importantes da vida, aquelas que esquecemos por estar ocupados com uma multidão de solicitações que nos acossam diariamente. Foi esse o motivo – conforme conta a mitologia - pelo qual Zeus criou as musas e as artes: para lembrar aos homens o que realmente importa.
