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17 de fev. de 2012

Nos bastidores de uma igreja herege – Maurício Zágari (Púlpito Cristão)

Apresentação2

Por Maurício Zágari

Muito se fala sobre os pastores hereges. Mas o que pouco se fala é o que acontece com os membros das igrejas dos pastores hereges. Você já parou para pensar de que modo frequentar uma igreja em que os pastores pregam Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, Teologia Liberal, Ética Transacional Ascendente, Universalismo, Teísmo Aberto e outras heresias que estão na moda no século 21 pode afetar alguém? Um episódio ocorrido recentemente com uma pessoa conhecida minha revela de forma bastante prática o que pode se suceder a um ser humano que tem como seu líder espiritual alguém que se desviou da sã doutrina e, consequentemente, dos caminhos do Senhor.

No caso, tratava-se de uma jovem, que frequentava a igreja de um dos pastores mais conhecidos do país, que durante muitos anos foi extremamente bíblico, mas que de uns tempos para cá começou a criar umas teologias e a confessar umas crenças tão bizarras que chegou a ser demitido de uma revista onde tinha uma coluna há anos, perdeu montes de membros e caiu no descrédito entre os setores mais sérios da Igreja. Como ele mesmo se intitulou, é o “herege da vez”. Criou uma filosofia esdrúxula, chamada Teologia Relacional, que defende que Deus abriu mão do controle absoluto sobre o mundo e, portanto, as tragédias que ocorrem não estariam sob sua soberania. Em outras palavras, esse pastor, que parece ler mais Vinícius de Moraes do que a Bíblia, roubou do Criador do universo a sua soberania e sua onipotência. E, com isso, tornou-se um heresiarca.

Pois bem, essa minha pessoa amiga (a quem vou chamar de Sílvia para preservar sua identidade) frequentou alguns anos atrás a igreja desse pastor, em São Paulo, na época em que ele ainda seguia a Bíblia. Mudou-se de cidade e passou a frequentar outra igreja. Recentemente conheceu por acaso alguém que era seguidora desse pastor que se tornou herege – a quem chamaremos de Luciana, um nome fictício. Se conheceram num restaurante, apresentadas por amigos, mas Sílvia logo ficou chocada, pois a “cristã” Luciana “estava falando uma dúzia de palavrões e falando de encher a cara”, como me relatou.

Começaram a conversar, descobriram vários conhecidos em comum e, na volta pra casa, pegaram o mesmo transporte público. Sílvia estava interessada em fazer amizade com Luciana, afinal, como me contou, “ela era a pessoa que mais tinha chance ali naquele meio de ter alguma coisa em comum comigo!”. Foi quando ela fez uma única pergunta que, relatou-me, “desencadeou um discurso todo que me fez muito mal”. Ela simplesmente perguntou se Luciana costumava ir todos os domingos à igreja do tal pastor. A resposta dela foi:

“Não muito… prefiro ir aos cultos durante a semana. Não gosto muito do culto de domingo, sabe? Aquela coisa toda no final da mensagem, aquele apelo… acho nada a ver!! Prefiro ouvir a mensagem do Pastor Fulano pela internet. Aí já não vem com aquela parte do apelo e tals, só a mensagem mesmo!”. Bom, até aí podemos dizer que o dano era leve. Essa jovem simplesmente não gostava de participar dos cultos, preferia só ouvir as mensagens. Errado, mas não chega a mandar ninguém para o inferno.

Só que aí Luciana disparou a pérola: “Ouvi uma vez um pastor dizendo que se não andamos exatamente do jeito como Cristo quer estamos a caminho das trevas. Muito radical isso!! Até acho que quando a gente faz uma coisa errada ali ou aqui nós estamos mais sujeitos a errar mais, mas isso não quer dizer que vou ser condenado por isso, não é!?”

As palavras de Silvia diante disso, conforme me disse, foram: “Eu não sabia nem o que responder. Entrei em estado de choque. Comecei a me desesperar e pensei comigo mesma: ‘meu Deus, como eu posso ajudar essa pessoa?!’”. Só que a coisa não parou por aí. A discípula do herege continuou: “É por isso que eu gosto da igreja X. Eu vou pra lá e ninguém me cobra nada. É uma igreja que não faz a gente se sentir culpado, sabe? Eu gosto de coisa mais racional, acho que quando começa a entrar demais no lado emotivo da coisa já não fica legal. Meu namorado, por outro lado, gosta dessa coisa mais emotiva, fervorosa. Ele gosta da igreja Y… Cada um tem seu gosto, né?’

Silvia me disse que sentiu uma dor profunda no coração. Ela percebeu que aquela jovem via igreja como uma mercadoria. Continuou me contando: “Eu estava ali, diante de uma alma que se acha salva, mas completamente perdida no mundo” e ficou pensando no quanto a Igreja de Cristo carece de bons líderes que venham discipular seus fiéis, que venham a alertá-los sobre os males da vida e de como devemos lidar com o mal que vive em nós.

“Me frustrei muito por saber que ela é uma ovelha de uma igreja à qual já pertenci. Sei que o Pastor Fulano tem se perdido muito, pregando heresias e queimando o seu filme não só com pessoas que o admiravam, mas principalmente com Deus!” E então soltou a frase que eu achei emblemática: “Ele era um gênio que se perdeu na sua inteligência”.

Foi quando me relatou que esse tal pastor, que tem atualmente mais de 26 mil seguidores no twitter (o que penso ser uma influência extremamente temerária), sempre teve uma tendência a entrar em méritos mais filosóficos na Bíblia. “Lembro que suas pregações eram longas. Conseguia extrair de um versículo só coisas que nunca teriam passado pela minha cabeça. Na época em que frequentávamos a igreja que ele lidera, eu apreciava muito a sua pregação. Eu tinha apenas 11 anos, mas gostava de ouvi-lo pregar”.

Foi quando Silvia, em suas reflexões comigo, fez a pergunta que, em minha opinião, resume tudo: “Fiquei pensando: quantos pastores como ele têm deixado de pregar coisas que realmente façam um efeito bom em nossas vidas?”. Ah, Silvia, eis a questão! Esse é o grande mal de frequentar ou dar ouvidos a um pastor que fala de amor, de poesia, de coisas lindas… mas prega heresias. O que, aliás, os espíritas também fazem. Ou os budistas. Ou os hindus. O grande mal é que o efeito de suas pregações no sentido de nos aproximar do Cristo da Bíblia é nulo. Nos aproximam de um cristo. Mas que não é o da Bíblia. É um ídolo de gesso, poético e bondoso, mas sem vida e sem capacidade de conceder vida eterna.

Sílvia terminou seu relato com um lamento. “Ouvir de alguém que ‘gosta de frequentar tal igreja porque ali ela não se sente culpada’ foi muito triste”. Mas há uma explicação para isso, Silvia: naquela igreja não se prega o Evangelho de Jesus Cristo. Pois a verdadeira mensagem da Cruz conduz o pecador ao arrependimento. Que faz sim quem cometeu um delito desenvolver um sentimento de culpa que só pode ser apagado mediante a graça de Deus e o verdadeiro arrependimento. Mas em algumas igrejas só se prega amor… ou prosperidade… ou qualquer outra coisa que não conduza o pecador a se arrepender de sua miséria. O destino eterno dos tais certamente não é ao lado do Senhor – e quem diz isso não sou eu, é a Bíblia.

Silvia ainda tentou falar para a jovem sobre a igreja que frequentou por seis anos após deixar a membresia do pastor que virou herege, igreja essa onde há ênfase no estudo da Palavra. Disse a Luciana como fazer parte daquela família de fé nos cultos, mas também participando do ministério, servindo a Deus, a transformou. “Mas ela não deu a mínima….soltou um ‘ahn..legal!’”. Meu irmão, minha irmã, isso é o que ocorre se você frequenta uma igreja onde o que é pregado é Fernando Pessoa, Vinicius de Morais, Mamom, Gandhi, Platão, Sócrates, Descartes ou qualquer outro que não o Nosso Senhor e Salvador Todo-Poderoso Jesus Cristo: Ahn…legal. E só.

Terminei de ouvir o relato de Silvia triste. Muitas vezes somos criticados por criticar esses homens e essas mulheres que lideram centenas, que transmitem suas filosofias lindas mas apócrifas para milhares de seguidores nas redes sociais, para milhares de telespectadores na TV ou pela rádio, ou que simplesmente sobem num púlpito para disseminar fogo estranho. Mas é quando ouvimos um relato desses que ganhamos ímpeto de escrever mais um post no blog, publicar mais um livro que ensine a sã doutrina, pregar com mais ênfase sobre as verdades do Reino de Deus, dar aulas mais profundas sobre a fé. Pois dói. Dói ver gente ser enganada e pessimamente discipulada. Sílvia terminou seu relato compartilhando minha dor: “Parece que dói mais saber de pessoas assim do que aquelas que refutam Cristo como Salvador. Perdidos que se acham salvos..”.

É isso: nos bastidores de uma igreja herege, onde “ninguém cobra nada, que não faz a gente se sentir culpado”, você vai encontrar legiões e mais legiões de perdidos que se acham salvos. E aí, no dia em que chegarem diante do trono do Rei dos Reis para prestar contas,  creio que, por terem seguido um falso cristo, ouvirão: “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade, pois nunca vos conheci”. E o que elas saberão responder será apenas: “Ahn…legal”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.


Maurício Zágari é jornalista, escritor e editor do blog Apenas.

Fonte: Púlpito Cristão

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16 de fev. de 2012

“Não desejo me sentir parte de uma igreja que perde credibilidade” – Ricardo Gondim

Apresentação1

O pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda, anunciou em seu site, através  de um artigo, que está rompendo com o Movimento Evangélico. Narrando suas experiências religiosas desde adolescência, quando abandonou o catolicismo inquieto pelo que chamou de “dogmas” da igreja romana, o pastor falou sobre o que o fez romper com a Igreja Presbiteriana e com a Assembleia de Deus, exemplificando cada caso.

Agora, se dizendo sem saber para onde ir, afirma que está querendo “apenas experimentar a liberdade prometida nos Evangelhos” e que não abandonará sua vocação de pastor e continuará servindo na Betesda.

Os motivos listados por Gondim em seu artigo reclamam da transformação do evangelho em negócio, e se diz “incapaz de tolerar” a transformação da fé em negócio. “Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, em balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou. Não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia”, acusa o pastor.

15 de out. de 2011

O ideal do ministério cristão

carta

O pastor deve ter sempre o caráter de um professor, um mentor, tanto ao pé da lareira como no púlpito. [...] A importância das coisas com que lidamos deve sempre encher nossas mentes, nossos estudos pessoais, nossas orações a Deus, nossos esforços no púlpito. A Palavra de Deus! Como precisamos pregá-la e estudá-la bem, dedicar-nos completamente às grandes coisas sagradas, para não falar de Deus erroneamente. A Palavra da verdade! Cada partícula dela é infinitamente preciosa. Que nunca brinquemos com coisas tão importantes. As almas das pessoas! Coisas eternas! No momento mais importante, de valor inestimável, em perigo inimaginável, de duração eterna. Estas, meu querido amigo, são as coisas com que lidamos; é disto que daremos conta. [...] Ore por mim, e que Deus me ajude a orar por você.

29 de set. de 2011

Carta aberta de um liberal aos seus companheiros espirituais


Rio de Janeiro, 2060, ano em que o “Deus-pai-mãe” consolidou seu multiplo conhecimento na sociedade brasileira.

 Amados amigos,

Estou feliz por perceber que muitos cristãos finalmente entenderam que a Bíblia foi escrita em linguagem figurada. A minha alegria é imensa em concluir que parte daqueles que antes defendiam as doutrinas dos ultrapassados reformadores já não o fazem mais. Finalmente entenderam que não existem valores absolutos e que tudo é relativo.

Nosso povo evangélico agora relaciona-se com Deus em todas as suas formas. Buda, Alá e Cristo podem ser cultuados sem preconceitos em qualquer lugar e templo. Graças a este sublime poder do Universo, descobrimos que o tal sacrificio vicário de Cristo não existiu e que a bíblia não é palavra infalível de Deus.

9 de set. de 2011

Como pregar um falso evangelho em 5 passos fáceis!


Passo 0: Prepare a si mesmo! Você terá que ter a capacidade de:
- usar versículos isolados e distorcê-los.
- aparentar totalmente bem-sucedido em todas as áreas.

Nota: fique firme e chame todo mundo que falar contra o que você faz de fariseus preguiçosos. Lembre-os que eles não podem julgar. (você pode!)

13 de jul. de 2011

Liberalismo: A pior enfermidade que pode acometer uma igreja


O liberalismo é a pior enfermidade que pode acometer a vida de uma igreja. Não há paralelo na história do cristianismo para esse tipo de mal, capaz de descaracterizar por completo a fé cristã. Sem dúvida, é outra religião. Por onde passou, deixou rastro de devastação. Pelos frutos se conhece a árvore. Olhe para o cenário espiritual europeu.