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16 de fev. de 2012

“Não desejo me sentir parte de uma igreja que perde credibilidade” – Ricardo Gondim

Apresentação1

O pastor Ricardo Gondim, da Igreja Betesda, anunciou em seu site, através  de um artigo, que está rompendo com o Movimento Evangélico. Narrando suas experiências religiosas desde adolescência, quando abandonou o catolicismo inquieto pelo que chamou de “dogmas” da igreja romana, o pastor falou sobre o que o fez romper com a Igreja Presbiteriana e com a Assembleia de Deus, exemplificando cada caso.

Agora, se dizendo sem saber para onde ir, afirma que está querendo “apenas experimentar a liberdade prometida nos Evangelhos” e que não abandonará sua vocação de pastor e continuará servindo na Betesda.

Os motivos listados por Gondim em seu artigo reclamam da transformação do evangelho em negócio, e se diz “incapaz de tolerar” a transformação da fé em negócio. “Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, em balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou. Não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia”, acusa o pastor.

5 de out. de 2011

Se Deus está em toda parte, por que construir templos?

templos

Continuação das perguntas feitas no livro ‘The necessity of atheism’, de Percy Bysshe Shelley.  Leia as Partes [01] [02] [04]

Pergunta: Se Deus está em toda parte, por que construir templos?

Nós não vamos aos templos para encontrar a Deus, mas para louvá-lo e adorá-lo em comunhão com nossos irmãos. Além disto, vamos compartilhar nossas experiências e aprender mais da Palavra e da vontade de Deus com aqueles que vivem há mais tempo na fé. Ao congregarmos em um templo, temos grande possibilidade de formarmos grupos de amigos, ou conhecermos, de repente, até a pessoa com quem vamos nos casar. Nestes locais também realizamos um ato de extrema importância que o próprio Senhor Jesus nos ensinou, que é a Ceia, na qual relembramos o sacrifício dele na cruz por nós.

8 de set. de 2011

Doutrina escrita da CCB – O Sectarismo


 “O Senhor nos guiou em que só sejam considerados nossos irmãos aqueles que se batizam entre nós. Na Obra de Deus não temos parentes nem amigos, todos somos iguais e quem não está na doutrina não é considerado como irmão nem tem liberdade nos cultos”. – (Tópicos – Assembleia de 28 a 31 de março e 1º de abril de 1961) – grifos nossos.

INTRODUÇÃO E CONCEITO

Sectarismo, segundo a definição dos dicionários é: Espírito de seita; partidarismo.

Nesse pequeno artigo estaremos tratando sobre o sectarismo da CCB, registrado nos tópicos de ensinamentos de diversas assembleias anuais realizadas pela liderança dessa agremiação religiosa. Esses ensinamentos se tornam na prática à doutrina da CCB.

Iniciamos com um trecho da carta do fundador da CCB, Louis Francescon, escrita para a Assembleia de 1961:

23 de jul. de 2011

O preço da divisão

Processos de divisão em igrejas evangélicas deixam sequelas na congregação e na vida espiritual dos membros.


No início, o Evangelho espalhou-se graças à presença do próprio Senhor Jesus. Mais tarde, após sua morte e ressurreição, coube aos novos convertidos ao recém-criado cristianismo romper com suas tradições religiosas e sair pregando as boas-novas do Reino. Em pouco tempo, a nova fé cresceu e, como não poderia deixar de ser, surgiram as primeiras divergências entre seus seguidores. A lei de Moisés perdera a validade ou não? Os mortos voltariam à vida antes ou depois do retorno do Senhor? A circuncisão continuava obrigatória? Depois, vieram as diferenças teológicas – e mesmo gigantes da fé, como os apóstolos Paulo e Pedro, tiveram lá suas diferenças por causa de interpretações conflitantes acerca do Evangelho. Quando a Igreja ganhou formas institucionais e o clero se fortaleceu, as divisões passaram a ocorrer, principalmente, por questões internas e administrativas. A falta de consenso, seja por motivos espirituais ou simples disputa de poder, levou a cristandade a grandes rachas, como o ocorrido em 1054, entre cristãos do Ocidente e do Oriente, ou a Reforma Protestante do século 16.